Diário de Campanha: Academia Arcana de Heróis - Cap. 02: O Forte Abandonado

By : Lucas Stalker

Saudações, estudantes de magia! Hoje relatarei uma aventura que se completou em duas sessões e que corresponde ao capítulo dois de nossa saga através da Grande Academia Arcana, onde um perigoso forte abandonado invocado de outra dimensão evocou a curiosidade do grupo e os levou a riscos inimagináveis e uma perda terrível...

Quem são os heróis?

Aizawa – Lefou Clérigo de Nimb 1 [Thigas]
Filho de uma sacerdotisa da vida, o jovem Aizawa cresceu inteligente e esforçado. Um dia, por um reles capricho do deus do acaso, acabou entrando em contato com o plano do caos, enlouquecendo e adquirindo poderes insanos. Foi enviado para a academia pra controlar seus novos poderes e controlar sua insanidade.

Azura – Sprite Erudita 1 [Conci]
Após ser expulsa de sua antiga escola de magia, foi pressionada pela família a entrar na Academia Arcana e dar seguimento à tradição familiar nos estudos. É extremamente simpática e esperta, contudo acima de tudo busca se divertir e namorar.

Critias – Humano Lutador 1 [Alefe]
Órfão adotado como discípulo para integrar o exército de Sckharshantallas, aprendeu a sabedoria das ruas, e a arte marcial dos caçadores de dragões do Rei dos Dragões Vermelhos. Viveu algumas aventuras e foi enviado para a Academia Arcana para aprimorar suas habilidades.

Escanor – Anão Bárbaro 1 [Tamuz]
Ex-membro de uma igreja, foi excomungado por ter lido um livro proibido e exilado de seu reino. Aceito na escola por um programa especial, busca satisfazer seu orgulho aprendendo cada vez mais e adquirindo contatos.

Nos capítulos anteriores
- A entrada de novos alunos, os personagens jogadores, chamou a atenção de Fisher, o aluno intocável e conhecido por abusar de novatos. Os calouros tiveram de encarar desafios impostos pelo bullie para que adquirissem seu respeito.


Explorando a Academia

O semestre de estudos começou e com ele, novas responsabilidades. Os alunos estudariam por período – um semestre – e caso fossem bem nas provas, passariam para o período superior, até completarem os oito períodos da academia. A cada semestre, os alunos deveriam escolher três disciplinas às quais deveriam cursar – de forma livre, poderiam escolher quaisquer umas que se interessassem.

Critias, por suas habilidades atléticas, optou por cursar disciplinas físicas e introdução aos ermos. Aizawa, o sacerdote louco, estudou poções, venenos, ervas e alquimia. Já Azura, escolheu acompanhar ervas, poções e sobrevivência em regiões selvagens.

Os primeiros meses foram tranqüilos para os personagens, que ainda se acostumavam com a nova rotina. Eram aulas todos os dias e poucos fins de semana livres, mas com um bom ritmo. Vários personagens interessantes integravam a escola, com os quais alguns os protagonistas desenvolveram maior afeto. Ruby Heart, a pistoleira pirata, chamou especial atenção de Critias. Escanor, um anão mal encarado e orgulhoso, também acabou por ser incluído no círculo social do lutador.

Enquanto isso, Aizawa passou a integrar os negócios ilegais de Fisher, contrabandeando itens ilícitos e até mesmo drogas. Um perfeito capanga louco. Seus serviços iam desde cobrar credores a causar “acidentes” aos inimigos de seu “chefe”. Um desses inimigos era justamente Escanor, o anão, que se mostrou resistente e revoltado.

- Essa parte foi mais pra situar os jogadores em como as coisas de fato funcionam no território da Academia, as mecânicas escolares e o a rede de interações entre personagens. Fisher é tipo o “chefão da máfia” do lugar, um ótimo antagonista.

- Essa foi a primeira sessão do jogador do Escanor, ele pareceu promissor embora um pouco fechado.

- Ora, ora, olha que curioso: os personagens jogadores não formaram um grupo ainda, mas sabe de uma coisa? Eu achei isso ótimo! Dá espaço para uma união lenta e melhor elaborada.


O Forte Abandonado

Numa manhã, o bobo apaixonado Critias buscou por Ruby para lhe entregar de presente suas tão adoradas ervas, contudo não a encontrou de forma alguma, nem com o decorrer do dia. Aliou-se a Escanor para buscar informações sobre mesma, que não poderia ter sumido do nada.

Ao falar com Dodo, o atrapalhado halfling feiticeiro, descobriram que a pirata investigava sobre uma estranha construção que surgiu do nada nos campos da dimensão da Academia Arcana. Chamaram Sonson, a moreau do macaco, para ajudá-los na busca. Já tinham um lugar e pessoal, restava explorar.

A espreita deles estava Aizawa, que adquiriu uma estranha atenção pelos dois, talvez fruto de sua índole caótica. Pediu dois capangas de Fisher para acompanhá-lo e tentou seguir o rastro dos mesmos. Não sabia o que procuravam, mas queria de alguma forma atrapalhá-los.

Com uma boa dose de testes de rastreio e intuição, Escanor, Critias e Sonson seguiram por uma trilha que levava a cruzar por uma montanha, desafiando-se no caminho a uma corrida entre os mesmos, onde Sonson mais uma vez demonstrou suas habilidades acrobáticas ninjas. Aizawa, embora muito aquém, tentava seguir o grupo furtivamente.

Para surpresa de Critias, além da montanha havia uma construção claramente deslocada, íngreme e mal posicionada, mas estranhamente assustadora. Uma fortaleza destruída pelo tempo. A idéia do grupo foi primeiramente analisar ao redor das muralhas e depois adentrar por seus portões já escancarados. Enquanto o sol da tarde banhava as imediações da construção, o grupo se preparava pra explorar o interior do castelo lá existente. Infelizmente, a porta do mesmo se encontrava entulhada por escombros. Desistiram de adentrar e se atentaram as torres de vigília que circundavam seus muros de proteção.
 
Eu fiz esse mapa tosquinho, mas o que vale é a intenção (pior que nem usei direito...)


Tiverem a irresponsável idéia de separar o grupo e cada um adentrar uma das quatro torres, restando apenas uma para que adentrassem em seguida. Cada um teve encontros tensos em suas torres, alguns perigosos, outros assustadores.

Escanor, já no primeiro andar deu de cara com um cadáver pútrido jogado no chão. Por seus equipamentos, parecia ser um soldado. Entretanto, por sua personalidade fria, ignorou o mesmo. Sua atenção foi chamada por pequenos barulhos numa das paredes, onde um grupo de aranhas devorava um indefeso rato preso em sua teia. Como que num presságio, o anão também foi também foi atacado, mas este pelo cadáver no chão que se reergueu e o mordeu diretamente no pescoço, onde Escanor possuía uma tatuagem de seu clero. Com seu escudo, teu mantê-lo longe e teve a idéia de fugir para a luz solar, num local mais aberto onde teria a possibilidade de maior estratégia.

Já Critias, conduzindo sua incursão à torre que ficou sob sua responsabilidade, não tardou muito a ouvir ruídos, sussurros por ajuda. Era sua procurada Ruby! Ela se encontrava ferida e assustada, acuada e sem possibilidade de fugir. Foi tola de explorar aquela região sozinha e agora estava presa, escondida dos terríveis monstros que lá habitavam. Mas os sons emitidos pelo rapaz lutador chamaram a atenção dos habitantes dos andares superiores. Antes que eles os alcançassem, tomou a pistoleira nos braços e correu tanto quanto pode, aproveitando-se de seus treinos em suas disciplinas atléticas.

Sonson não teve tanta sorte. Em sua cena, foi envolvida por uma misteriosa névoa arroxeada que a impediu de sair da torre.

Simultaneamente, Aizawa e seu grupo adentravam pelos portões decadentes daquela fortaleza, admirados pela imponência, mesmo que aos pedaços. Ao ouvirem gritos vindos de algumas torres, puxaram suas armas. Os capangas portavam adagas enquanto o sacerdote empunhava sua Pluma da Fênix, um nome nobre para um rústico porrete. Disse para o jogador escolher aleatoriamente uma das torres para atacar e coincidentemente ele optou pela que se encontrava o anão Escanor. Com a teimosia de um verdadeiro clérigo de Nimb, Aizawa pôs na cabeça que era seu dever acabar com o anão, custasse o que custasse e sua escolha – rolada por um dado – por um mero acaso, talvez um sinal do deus do caos, refletiu sua vontade.

Critias, Ruby e Escanor acabavam de fugir de suas torres quando deram de cara com Aizawa e seus capangas. O sol terminava de se por quando os mortos vivos presentes nas torres finalmente puderam sair de seus confinamentos, deixando a situação ainda mais complicada. Uma batalha cruel se seguiu, com os capangas perfurando Critias e Escanor que apenas tentavam escapar da fúria dos monstros do forte. Ruby foi a primeira a usar sua pistola apenas para abrir caminho e fugir sozinha, deixando para trás os companheiros que outrora a salvaram. Aizawa usava alternadamente suas magias divinas e seu poder de luta, enquanto Critias atacava com golpes velozes e furiosos. Escanor, por sua vez, utilizava sua fúria mágica para acumular dano o suficiente para retribuir, como um contra-ataque. Todavia, pela força impressionante dos monstros, todos personagens foram obrigados a fugir, deixando para trás Sonson.

Mas se engana quem acha que a fuga acabou com o conflito! O que seguiu foi uma perseguição emocionante, onde Critias e Escanor tiveram de lutar contra Aizawa enquanto todos fugiam. O clérigo invocou seu poder oculto e aumentou drasticamente sua agilidade, conjurando magias de controle e dando comandos a seus inimigos. Os lutadores tiveram de se aproveitar da vantagem numérica e estratégica para sobreviver. Em dado momento, ambos os lados recuaram, pois não tinham mais forças, mas travaram uma “guerra fria” no caminho de volta à academia.

Já de volta á Academia, Escanor bolou um plano para pegar Aizawa, Fisher e seus capangas no flagra, que funcionou em parte, expondo algumas provas para acusar os mesmos. Fisher, dissimulado, saiu ileso, livrando-se de todas as acusações. O mesmo não pode ser dito pelos outros...

Contudo, ao por sobre a mesa as acusações sobre Aizawa e companhia, Escanor acabou revelando sobre o perigoso forte, onde a um grupo de professores foi determinada a função de destruir a ameaça. Escanor e Critias preferiram não comentar sobre sua amiga perdida, evitando serem inseridos ainda mais na confusão e secretamente indo buscar ela por conta própria no dia seguinte, antes que a construção fosse obliterada.

- Essa a introdução e a exploração do forte tomaram uma sessão que foi bem mais interessante pelo fato do jogador do Aizawa designar seu personagem como antagonista d grupo.

- Foi meio triste que eles não conseguiram entrar no forte, tinha planeado ums coisas legais pra ele, então tié de adaptar um pouquinho a aventura.

- Ao entrarem nas torres, eu rolei aleatoriamente nesta tabela aqui do Pontos de Experiência pra saber o que cada um encontraria e foi bem legal.

- O Tamuz, jogador do Escanor, queria que o bárbaro dele fosse baseado no Meliodas de Nanatsu no Taizai, então troquei a fúria normal de bárbaro por um talento que postarei por aqui em matérias futuras. O lado ruim é que essa foi única sessão que o jogador de fato participou antes de ter que sair do grupo.


Resgate de Sonson

No dia seguinte, bem cedo, Critias se preparou para resgatar sua amiga deixada para trás. Ainda decepcionado com a ação de Ruby, buscou a mesma para explicações. Egoísta como a pistoleira era, fugiu por sua vida sem ao menos se importar com os outros. Critias exigiu que ela ajudasse a resgatar a moreau que se arriscou por ela e após muita conversa, ela aceitou.

Escanor não pode seguir junto do grupo, por estar em observação juntamente de Aizawa, logo, Critias teria de arranjar outras pessoas para ajudá-lo. Recrutou Azura, a fada cientista; Grandão, o guerreiro armadurado; e Serena, a elfa-do-mar feiticeira.

Juntos, os membros do grupo pegaram pertences, convenceram a clériga enfermeira a cedê-los duas poções de cura e rumaram novamente ao maldito forte. A viagem foi rápida, uma vez que já conheciam o caminho, e logo que chegaram, se prepararam para enfrentar o perigo. A torre possuía janelas tapadas por escombros e pedaços de madeira, então o grupo cogitou a idéia dos monstros serem sensíveis a luz do sol, mas também não bolaram nenhuma estratégia a respeito. Subiram os andares, cada qual mais aterrador que o anterior, até encontrarem uma gosma avermelhada que gotejava do teto. Parecia ácida e bizarra. Ao que subiam mais ainda, observavam que a gosma vinha dos andares superiores, atravessava o chão de cada andar e gotejava nos inferiores.

No último andar, as suspeitas do grupo se concretizaram: a gosma vermelha vinha do corpo já sem vida de Sonson. A moreau possuía um enorme ferimento no peito e de seu cadáver borbulhava aquele ácido insano. Sem tempo para chorar, o grupo ouviu o rosnar de quatro bestas horríveis, semelhantes a lobos atrozes com chifres de cervo que devoravam outro cadáver no andar. O grupo, já de armas empunhadas, se preparou para o conflito inevitável. No meio da peleja, o cadáver de Sonson reanimou-se por uma  maldição e saltou para o ataque também.

Foi um combate cruel, mas cheio de ação. Azura usou seus conhecimentos da natureza para criar um composto de ervas e controlar as feras, Grandão defendia os colegas com sua potente armadura e Critias golpeava com ataques imprecisos, porém mortais ao toque. Ruby se protegia afastada, mas atirava em qualquer um que se aproximasse e Serena utilizou seus feitiços para controlar o campo de batalha, impondo penalidades aos inimigos.

A batalha durou bastante tempo e as poções tiveram de ser todas utilizadas. Graças ao controle de Azura e Serena, o grupo teve grande vantagem tática, vencendo de todos os inimigos. Sonson novamente caiu ao chão, Critias pegou sua bandana de recordação. Contudo tiveram de sair dali antes que encontrassem outras criaturas.

O grupo ainda subia através das montanhas quando o grupo de professores surgiu no horizonte. Seria a última lembrança de Sonson antes do forte ser obliterado.

- Deixei o jogador do Aizawa, cujo personagem estava ausente do grupo, utilizar Serena durante o combate, pra que ele não ficasse ocioso e foi bem legal.

- Foi um combate muito legal, a jogadora da Azura adorou e o do Critias sentiu muito bem o peso da responsabilidade de seus atos.


Essa aventura foi bem legal, pois misturou os aspectos da vida na Academia com uma ação frenética. Os personagens envolvidos serão responsabilizados por seus atos e isso já gera conseqüências bem interessantes pro andamento da história. Eu achei bem triste que o jogador do Escanor saiu do grupo, mas se ele não podia mesmo jogar, foi o melhor a se fazer.

Eu e os jogadores ainda estávamos nos acostumando ao ritmo de uma campanha desse tipo, mas mandamos muito bem e criamos uma rede bem viva de relações entre personagens. E o mais importante: todo mundo se divertiu para caramba. E vocês, já jogaram aventuras de Academia Arcana?

Diário de Campanha: Academia Arcana de Heróis - Cap. 1: Uma Recepção Agitada

By : Lucas Stalker
Respectivamente: Aizawa, Critias, Azura e Escanor.

Saudações, exploradores mágicos! Finalmente, na postagem de hoje venho relatar as sessões da minha nova campanha, a Academia Arcana de Heróis! Pra falar a verdade, a campanha já está bem avançada, só os reportes que atrasaram mesmo, foi mal...

No decorrer das sessões, alguns personagens cresceram, outros sumiram, a trama se desenvolveu... Está sendo uma experiência gratificante narrar aventuras nessa pegada, um verdadeiro desafio a ser superado, pois este que vos fala enfrentou algumas crises de inspiração que atrapalharam o processo. Sem mais, metam a cara nos livros e vão estudar magia!

Quem são os heróis?

Aizawa – Lefou Clérigo de Nimb 1 [Thigas]
Filho de uma sacerdotisa da vida, o jovem Aizawa cresceu inteligente e esforçado. Um dia, por um reles capricho do deus do acaso, acabou entrando em contato com o plano do caos, enlouquecendo e adquirindo poderes insanos. Foi enviado para a academia pra controlar seus novos poderes e controlar sua insanidade.

Azura – Sprite Erudita 1 [Conci]
Após ser expulsa de sua antiga escola de magia, foi pressionada pela família a entrar na Academia Arcana e dar seguimento à tradição familiar nos estudos. É extremamente simpática e esperta, contudo acima de tudo busca se divertir e namorar.

Critias – Humano Lutador 1 [Alefe]
Órfão adotado como discípulo para integrar o exército de Sckharshantallas, aprendeu a sabedoria das ruas, e a arte marcial dos caçadores de dragões do Rei dos Dragões Vermelhos. Viveu algumas aventuras e foi enviado para a Academia Arcana para aprimorar suas habilidades.

Nos capítulos anteriores


Uma recepção agitada

Ah, a Grande Academia Arcana! Uma verdadeira maravilha criada por Talude, o mestre máximo da magia, e abençoada por Wynna, a deusa arcana. Lar de poderosos magos e futuros aventureiros épicos, trata-se da maior e mais completa instituição de ensino mágico do mundo. Diariamente, seus estudantes encaram situações inimagináveis, conjuram magias esquecidas e testes desafiadores, tudo isso sem deixar a matéria das provas acumular! Durante a temporada de matrículas, o vai-e-vem é impressionante entre a dimensão de Arton e a dimensão da escola, que só pode ser acessada através de portais.

No meio dessa multidão, Critias, um jovem e esforçado aspirante a aventureiro, tentava se situar ao observar a inabalável magnificência do plano mágico em meio ao caos de alunos novatos chegando. Não distante, uma estranha figura de aparência bizarra, de físico grande e magro permanecia estática de pé: era Aizawa, o louco. Após uma troca de olhares de estranhamento, ambos tiveram sua atenção posta sob um velhote que “comia com os olhos” cada aluna bonitinha que passava por perto. Ao que o velho começou a olhar de maneira incômoda para Azura, uma pequena sprite estudiosa, Critias interferiu, intimidando-o para que a deixasse em paz. “Velho tarado”, finalizou ele.

Com a entrada dos novatos, Raschid, o mais conhecido zelador da escola, os acompanhou e passou todo o regulamento: a academia era maravilhosa, porém rígida! Todos os personagens acabaram por adotar quartos individuais e após arrumarem seus pertences, rumaram à abertura anual e primeira palestra.

Naquele auditório encontravam-se centenas de novatos, atentos a ouvir a glamourosa Lady Splenda, a oradora oficial, dos professores e do tão esperado diretor Talude. Qual não foi a surpresa de Critias ao observar que Talude era o velhote tarado que ele havia ameaçado mais cedo! Sabendo que tinha se metido em problemas, o rapaz suspirou de desânimo.

FESTA!

Mandando o clima sério embora, os veteranos tiveram direito a organizar uma festa de admissão dos calouros, uma verdadeira calourada que ocorreu após a palestra no auditório. Fisher foi o responsável e já de início se demonstrou famoso no ambiente escolar, tanto por ser extremamente inteligente e orgulhoso quanto por abusar dos alunos novatos e nunca ser pego. E claro que naquela noite não seria diferente.

Após algumas bebidas e música, Fisher chamou a todos os novatos do local e impôs um desafio: teriam de enfrentar dificuldades, pagando “prendas” ou... Segundo ele, os novatos não iriam querer saber da outra opção. Temendo qualquer problema no primeiro dia, mas ao mesmo tempo animados pra testar suas habilidades, Aizawa, Azura e Critias aceitaram. Grupos seriam formados e tarefas seriam dadas: o primeiro deles, composto por Critias, uma moreau ninja, um guerreiro armadurado e uma pirata atiradora, teria a missão de roubar um dos turbantes de Raschid, o zelador! A Aizawa, por sua índole caótica, foi confiada a função de atrapalhar o primeiro grupo, e para tanto ele contaria com um enviado de Fisher, uma elfa-do-mar e um halfling feiticeiros. Por fim, Azura, uma estranha necromate, um orc bárbaro e uma elfa maga tiveram de arrancar um tufo de pelos de um animal selvagem específico do zoo da escola.

Com uma “batalha de mentes” entre Critias e Aizawa, uma rivalidade e até inimizade surgiu: uma vez que o lutador descobriu que o louco tentava o atrapalhar, ficou muito zangado. Com sua conduta insana, Aizawa apenas se divertia, mal sabia que Fisher usava aquilo como teste para contratá-lo como seu capanga. Critias tentou bater na porta de Raschid e distraí-lo enquanto Sonson, a moreau do macaco, entrava furtivamente pela janela e roubava-o – a atiradora ficaria na retaguarda, em caso de ataque de Aizawa. Um grito da moreau interrompeu a distração de Raschid, contudo Critias agiu rápido e adentrou antes do zelador. Ao ver sua colega sendo atacada por um tipo de serpente feita de panos – provavelmente uma armadilha mágica – o lutador mostrou a que veio e que com dois golpes velozes, derrubou a criatura que se revelou ser o próprio turbante procurado. Sonson velozmente se recompôs e fugiu. Raschid não deixou barato e, embora não pudesse capturar a moreau, com um tapão desacordou Critias.

Como um bom louco, Aizawa simplesmente seguiu em frente, tentando pegar o turbante que estava nas mãos de Sonson e ignorando Ruby Heart, a pirata. Quando confrontado pela mesma, resolveu a situação rapidamente com uma de suas magias do caos, inserindo medo no coração da moça. Sem tempo a perder, avançou tentando capturar a macaquinha com a ajuda de sua companheira Serena, a elfa-do-mar, contudo para seu azar, não era rápido o suficiente (e seus testes de corrida não foram dos melhores).

Do outro lado, distante da festa, Azura e seus companheiros bolavam um plano de como encontrar a besta descrita no desafio e optaram pelo clássico dividir para procurar. Com seu instinto de rastreio (e bons dados), a fadinha observou a enorme fera enjaulada de presas protuberantes, o tal de blastblum, e pensou numa forma de distraí-lo. Usando uma de suas poções para criar luminescência numa das plantinhas próximas, chamou a atenção da fera, adentrou furtivamente na jaula, arrancou os fios e saiu. Mal pode perceber a aproximação de um vulto, um enviado de Fisher pra atrapalhar os novatos. Mostrando que não estava para brincadeiras, o rapaz lançou um tipo de pequena granada, mas que foi instintivamente esquivada por Azura. Temendo não ter a mesma sorte nas próximas vezes, bateu suas asas o mais rápido que pode e sumiu do local. Para que tivessem mais chances de não serem pegos, Azura sugeriu a seus companheiros que escondessem o tufo de pelos em um deles e se separassem, pois assim os rapazes que tentavam atrapalhá-los, não saberiam a quem seguir. Uma idéia genial, parabéns, Azura!

Com a volta à festa e os desafios cumpridos – pelo menos pela maior parte dos grupos –, a carranca de Fisher foi inevitável. Esses novatos eram fortes e poderiam causar problemas a seus negócios. Ele ficaria de olho neles. Mas ao menos agora contava com o apoio de Aizawa, o louco.

Que a bênção de Wynna caia sob vocês!

- Essa aventura foi um tantinho parada, na verdade. Os jogadores desanimaram um pouquinho no início, mas as cenas de perseguição compensaram de certa forma. Acho que tudo bem, afinal, foi apenas a introdução. Mesmo assim, anotei isso para que não se repetisse: deixar as aventuras com menos papo e mais ação!

- O jogador do Aizawa quis adotar uma postura diferente nessa campanha, sendo literalmente aleatório e indo contra os “mocinhos”. Então, sim um dos meus personagens é um vilão! Depois do fim da aventura até deixei o Aizawa trocar de quarto e dividir com o Fisher.

- Admito que sem perceber acabei pegando um pouco mais leve com os desafios referentes à personagem da minha namorada e isso não foi lá muito legal de fazer. Novamente, anotei isso para que não se repetisse: ninguém pode ter privilégios (até ela achou ruim que eu tenha pegado leve!).

- Pra todo mundo terminar a sessão animado, deixei que cada personagem escolhesse um NPC pra seu personagem “dar uns pegas”. Ora, eles são jovens numa festa, esperavam o quê? Aizawa se envolveu com a quase nudez da elfa-do-mar (mal adaptada às roupas terrestres); Critias ficou apaixonadinho pela pirata que costumava de fumar umas “ervas estranhas”. Azura, apesar do tamanho, se revelou pegadora: beijou o bárbaro e mais outra NPC.

Infelizmente o jogador do Escanor não pode participar.

Foi uma sessão tranquila, mas que já mostrou a vida de um aluno da Grande Academia Arcana: repleta de pessoas interessantes, inimizades perigosas, perigos escolares e uma vida atarefada de estudos! Nos próximos reportes, relatarei o futuro dos personagens e seus primeiros envolvimentos em problemas que foram extremamente perigosos! Mas e vocês, que tipo de personagens fariam numa aventura de academia arcana?

Aventura Pronta: O Dilema da Lótus Negra

By : Lucas Stalker

Saudações, sedentos por aventuras! Uma sábia da floresta começa a atacar a civilização, no intuito de reerguer o culto a uma deusa antiga. A caravana real é atacada e sua filha feita de refém. O dilema entre o bem e o mal se encontra mais forte do que nunca!

O Dilema da Lótus Negra é uma aventura para personagens de baixos níveis, ambientado em Tormenta RPG, mas extremamente fácil de ser adaptada para outros sistemas. Foi criada para uma amiga como uma one-shot narrada no evento Virada Nerd da cidade de São Paulo.

O Dilema da Lótus Negra

Nos domínios de Petrynia, dentro das matas do Bosque de Farn, existia uma sábia ermitoa temente à deusa élfica, seu nome era Flor-de-Lótus. Com a queda da grande deusa, a druida entrou em desespero, pois apenas mantinha o bosque vivo devido ao poder concebido pela divindade. A queda de Glórienn significava a morte de toda aquela vida, e isso Flor-de-Lótus não podia admitir.

Flor-de-Lótus reuniu um grupo de animais corajosos o bastante para adentrar nas vilas que circundavam a floresta, a fim de pedir a ajuda dos aldeões. A druida acreditava que, cultuando a deusa mais fervorosamente, seria possível que a mesma readquirisse seu poder. Contudo os humanos nada ouviram do que a sábia e seus ajudantes tinham a falar, pois estavam ocupados demais com seus próprios problemas. Desesperada, a moça temeu pelo fim. Mas estava disposta a tudo para proteger àquelas vidas das matas.

Segundo os aldeões que a conheciam, a graciosa elfa enlouqueceu, se tornou tirânica e opressora, não aceitando outros cultos que não fossem à deusa Glórienn e raptando os filhos daqueles que se recusassem a seguir suas ordens. Para a floresta, Lótus agiu com coragem e fez o que era necessário para que a vida sobrevivesse. De uma forma ou de outra, passou a ser conhecida como Lótus Negra. E para ela, que assim fosse.


Situação

A caravana real atravessava a região próxima ao Bosque de Farn, no intuito de participar de uma importante reunião de regentes quando foi abordada por bestas selvagens. Seus soldados ofereceram resistência e foram mortalmente feridos. A rainha Adelia está assustada e o rei Altamir se encontra ferido. Mas o pior: a pequena princesa Laura foi raptada pelas bestas! Apenas os aventureiros que coincidentemente passavam por ali próximos poderão ajudar!

Locais

- Floresta alagada de Halder: cheia de locações alagadas nesta época do ano, esta floresta se encontra agitada por conta das recentes ações de Lótus Negra. Alguns animais selvagens podem atacar os aventureiros!

- Vilarejo de Halder: uma vila tradicionalmente culinária cujos habitantes não possuem paz nesse momento de dificuldade. Pessoas assustadas, mães desesperadas por terem tido seus filhos raptados. São coagidos a cultuarem uma deusa que sequer conhecem para que seus filhos permaneçam vivos. Uma das mães pede com todas as suas forças que procurem saber o que aconteceu com seu filho Clay.

- Castelo no Carvalho: atual morada de Lótus Negra, prisão das crianças raptadas e sede do culto à deusa élfica. Um local rústico ao mesmo tempo em que inspira nobreza. Rodeado por um ar de perigo, pode esconder desafios para quem ousar invadir o local.

Cléber e seu sonho de ser aventureiro

Personalidades

- Rainha Adelia e rei Altamir: Adelia é valente e preocupada com sua filhinha de apenas 6 anos, contudo não pode seguir sozinha e deixar seu marido e seus soldados sem cuidados. Altamir foi ferido profundamente e se encontra impossibilitado de mover-se. Oferecem uma alta recompensa para que os heróis resgatem sua filha.

- Lótus Negra: após notar que o egoísmo dos humanos mataria a deusa e a floresta, resolveu agir por si mesma e reerguer o culto à Glórienn. Tem o apoio dos seres da floresta, mas é odiada pelos aldeões.

- Sábio Clinton: ancião minotauro responsável pelo vilarejo de Halder. Apesar de ser rabugento e boca suja, poderá ajudar com informações úteis sobre os ataques e sobre Lótus.

- Cléber: um jovem medroso e descuidado, mas que deseja ajudar o grupo a acabar com o perigo dos ataques ao seu vilarejo. Pode acabar atrapalhando o grupo, mas tem bom coração.

- Nyphae: único soldado real que possui condições de seguir com os aventureiros. É extremamente leal à família real, sério e concentrado.

Gideon, o mercenário

Eventos e complicações

- O encontro com a caravana destruída deverá acontecer poucos minutos depois do ataque ter ocorrido, os aventureiros devem seguir os rastros (Sobrevivência CD 10 ou Percepção CD 15) o quanto antes se quiserem acompanhar as bestas.

- A floresta alagada possui alguns animais atiçados, eventos estranhos e possibilidade de encontros.

- O grupo de aventureiros ocasionalmente passará pelo vilarejo de Halder, uma vez que alguns rastros passam por entre ele. Os aldeões estarão temerosos e ao mesmo tempo esperançosos. Se convencidos, podem ceder itens simples, mas úteis. Cléber se candidata a escudeiro do grupo.

- O Castelo no Carvalho se revela uma construção majestosa e perigosa, sendo necessário enfrentar seus obstáculos para chegar a Laura e Lótus.

- Um mercenário adentra o castelo pouco depois dos aventureiros. Seu nome é Gideon e ele possui a missão de acabar com Lótus Negra antes que a mesma atrapalhe ainda mais os negócios dos senhores de terra próximos.

- Com as informações passadas pelos aldeões, a imagem passada de Lótus será uma tirana louca e de fé insana. Será uma surpresa quando, após algumas rodadas de combate, sua motivação revelar-se nobre. Nyphae se deixará tocar pela história da deusa élfica caída e passará para o lado de Lótus, inclusive se aliando em combate! A própria princesa Laura se encontrará confusa, uma vez que a druida não demonstrou ter índole maligna, embora seus atos indubitavelmente sejam. O que fazer?

Castelo no Carvalho

Após a entrada dos aventureiros na masmorra, uma cena mostra um novo antagonista também entrando no castelo: Gideon, um mercenário contratado por senhores de terras para matar Lótus Negra, uma vez que  mesma traz problemas para seus domínios.

A masmorra é povoada por seres da floresta que serão agressivos para com os heróis, por melhores que sejam suas intenções!


Masmorra

1 – Este primeiro salão é tratado com uma magia perigosa, cujo efeito decai sobre aqueles de espírito fraco (teste de Von CD 15), fazendo-os ficar extremamente lerdos, caminhando apenas metade do seu deslocamento por movimento por 1d8 horas.

2 – Esta sala aparenta ser comum, mas acomoda um raro tesouro e uma terrível armadilha. Ao que os aventureiros entram, o tronco da árvore se fecha, trancando-os lá dentro (For CD 15 para derrubar ou acumular 30 de dano para destruir [madeira RD 10]). Raízes prendem os pés dos presentes (Ref CD 15 para escapar) e cogumelos começam a exalar aroma venenoso (Fort 15 por turno para evitar 1d6 de dano). Uma espada longa de madeira Tollon se encontra fincada no chão da sala.

3 – Rastros de garras nas paredes.

4 – Sala de vigília vazia, comida estocada e utensílios rudes podem ser encontrados aqui (pele de animais, chifres, presas e etc.).

5 – Manchas de sangue pintam o chão, um grupo de quatro kobolds gargalha maquiavelicamente ao matar um dos jovens que tentava fugir dali.

6 – Corredor cheio de estranhas esculturas de madeira.

7 – Corredor aumenta de largura, sons de alguém falando ao longe.

8 – Estranhas estátuas de raízes acompanham com os olhos qualquer um que entre aqui. Um tesouro de ND 3 aqui reside.

9 – Uma gaiola de madeira extremamente resistente se faz cair sobre os aventureiros (Ref CD 15 para escapar, For CD 20 para levantar).

10 – Encontro final com Lótus e seis lobos ferozes. Gideon estará aqui, lutando contra dois lobos. Aquele que tentar se aproximar da gaiola de madeira onde estão presas as crianças do vilarejo e a princesa será surpreendido por uma armadilha de estaca no chão (Ref CD 15, 2d6 de dano).


Fichas para Tormenta RPG

Lótus Negra ND 2
Elfa, Druida Metamorfo 3, Neutro
Iniciativa + 8
Sentidos: Percepção + 8
CA: 17
PV: 36
Deslocamento: 9m
Resistências: Fort 6, Ref 3, Von 5
Ataques corpo-a-corpo: Mordida + 6 (2d6+5) ou Lança + 6 (1d6+5)
Habilidades: For 17, Des 14, Con 16, Int 10, Sab 14, Car 8
Perícias: Adestrar animais +5, Atletismo +9, Conhecimento (natureza) +8, Sobrevivência +8.
Talentos: Casca Grossa, Arma natural aprimorada (mordida), Brecha na guarda
Empatia Selvagem: Lótus pode se comunicar com quaisquer Animais.
Caminho da Floresta: Lótus pode se mover por terreno difícil natural sem redução em seu deslocamento.
Forma Selvagem (2 Habilidades): Lótus pode se transformar 5 vezes por dia em uma forma meio animal, adquirindo bocarra (+1d6 de dano na mordida) e brutalidade (For +4).
Equipamento: Lança.
Tesouro: Padrão.

Nyphae ND 1
Elfo, Guerreiro 2, Leal e Neutro
Iniciativa +8
Sentidos: Percepção +8, visão na penumbra
Classe de Armadura: 18.
Pontos de Vida: 25.
Resistências: Fort +3, Ref +4, Von +0 (+4 contra encantamentos), imunidade a sono.
Deslocamento: 6 m.
Ataques Corpo-a-Corpo: espada curta +3 (1d6+2, 19-20).
Ataques a distância: arco composto +6 (1d6+2, x3).
Habilidades: For 12, Des 17, Con 10, Int 2, Sab 9, Car 8.
Perícias: Ofício (soldado) +6.
Tiro Certeiro: +1 nas jogadas de ataque e dano com armas de ataque a distância a até 9m.
Tiro Preciso: pode fazer ataques a distância contra inimigos adjacentes sem sofrer penalidade de -4 no ataque.
Tiro Longo: o incremento de distância de qualquer arma de ataque a distância é dobrado.
Equipamento: arco composto, brunea, espada curta, flechas x20.
Tesouro: nenhum.

Gideon ND 1
Humanoide 3, Médio, Caótico e Maligno
Iniciativa +11
Sentidos: Percepção +5, visão no escuro.
Classe de Armadura: 18.
Pontos de Vida: 15.
Resistências: Fort +4, Ref +2, Von +0.
Deslocamento: 9m.
Ataques Corpo-a-Corpo: maça +6 (1d8+4).
Ataques à Distância: azagaia +3 (1d6+4, 9 m).
Habilidades: For 17, Des 13, Con 14, Int 10, Sab 9, Car 6.
Perícias: Furtividade +3.
Equipamento: azagaia, couro batido, escudo pesado, maça.
Tesouro: padrão.

Cléber ND 1/3
Humano, Plebeu 2, Leal e Neutro
Iniciativa +1
Sentidos: Percepção +5.
Classe de Armadura: 11.
Pontos de Vida: 10.
Resistências: Fort +3, Ref +1, Von +1.
Deslocamento: 9 m.
Ataques Corpo-a-Corpo: clava +2 (1d6+1).
Habilidades: For 12, Des 10, Con 14, Int 9, Sab 10, Car 10.
Perícias: Atletismo +5, Iniciativa +5.
Equipamento: clava.
Tesouro: nenhum.

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