Posted by : Lucas Reynaud sexta-feira, 25 de dezembro de 2015


Saudações, espadachins! Hoje eu trago a vocês os bastidores de uma one-shot de RPG que joguei em setembro, que vou denominar como Guardiões da Liberdade – vocês vão saber o motivo adiante.

A aventura se iniciou graças a um pedido para meu amigo Lolicon – eu estava LOUCO para jogar alguma coisa, desta vez como player mesmo. Ele aceitou mestrar pra mim, pois estava querendo desenferrujar seu trabalho como Mestre. Eba! Mas eis um problema: não tínhamos mais jogadores. O que fazer? “Bom, continuemos com a idéia, podemos jogar apenas nós dois, ora!” E isso mesmo que fizemos.

Assim começamos a ter idéias. Pedi para que ele envolvesse samurais e faroeste na campanha, ele gostou da idéia e disse que faria algo mais ou menos steampunk/anos 80, mas num mundo fantasioso. Por fim pediu para que eu criasse meu personagem e desse um background para ele, mas que no fim ele queria que eu estivesse numa prisão e desse um motivo para isso. Só faltava decidir um sistema. Como ele não está familiarizado com outros sistemas e queremos uma campanha simplista, escolhemos o bom e velho 3D&T Alpha, mas desta vez a Edição Revisada e Atualizada, que saiu recentemente. Pronto.

Hanzo Hashimoto, as Asas da Liberdade

Durante a noite eu comecei a pensar sobre que personagem faria. Decididamente eu queria um espadachim samurai, e com uma boa história. Uma das dicas que dou para quem quiser construir backgrounds para seus personagens é que deixe pontas soltas que possam ser citadas e resolvidas no desenrolar da campanha!

Montei meu personagem com 7 pontos para distribuir entre Vantagens e Características e -4 pontos em Desvantagens, assim como tinha combinado com Lolicon, além de poder adquirir um Kit de personagem. Optei pelo Kit Samurai e a Vantagem Única Licantropo. Gosto da idéia de um licantropo espadachim... Quis que Hanzo Hashimoto (como nomeei meu personagem) fosse amaldiçoado com visões de alguém que matou no passado, por isso adicionei nele a Desvantagem Assombrado. Por fim adicionei habilidades ocultas nele com Poder Oculto e Ataque Especial e distribuí suas Características. Ficha terminada, okay!

Hanzo Hashimoto (7 pontos)

F1, H3, R2, A1, PDF0. Pvs: 10, Pms: 10.

Vantagens: Arte, Ataque Especial, Licantropo, Patrono, Poder Oculto.

Desvantagens: Assombrado, Código de Honra do Samurai.

Kit: Samurai [Espada Ancestral].

Parti para a história e as peculiaridades: Hashimoto é um clã amaldiçoado e considerado impuro, por isso seus membros sempre foram tomados como servos de outro clã, o Kishirama. Hanzo não foi diferente, tomado como servo de um homem ganancioso – Hatori Kishirama. Hatori aproveitava-se da habilidade natural de Hanzo para o combate para cumprir seus objetivos inescrupulosos, com isso enviou o samurai para uma importante missão: assassinar uma rebelde de seu próprio clã, o clã dos Hashimoto, que se recusava a servir aos Kishirama e estava incitando uma rebelião. Ela queria liberdade. Hanzo, honrando sua katana Babylon, seguia fielmente as ordens de seu mestre, mesmo que obrigado a isso. Ele cumpriu sua missão, desafiando a rebelde para um combate mortal, entretanto se viu num conflito. A rebelde só queria liberdade para seu clã e Hanzo também queria isso. Mas não podia contrariar seu mestre. Matou a rebelde. Hatori viu que Hanzo estava confuso e poderoso demais, logo o enviou até uma protegida prisão, de onde NUNCA sairia. Hanzo seguiu as ordens de seu mestre. Foi. Mas nutria dentro de si o desejo da liberdade. Queria ser um pássaro, livre a voar no céu.


A aventura

A aventura começou com meu personagem encarcerado numa prisão de segurança máxima, realizando trabalho escravo em minas e recebendo surras todos os dias do carcereiro, por não falar absolutamente nada durante dois anos. Hanzo possuía um companheiro de cela, e embora não dissesse uma palavra, tornaram-se grandes companheiros. Eis que certo dia o carcereiro avisa a todos os presos (que não eram poucos) que seriam levados à área aberta da prisão, para um aviso importante, coisa que deixa Hanzo curioso.

Logo todos os presos são chamados para o aviso, excluso Hanzo, por motivos misteriosos, que fica em sua cela. O carcereiro de sorriso sádico se aproxima da cela juntamente com mais dois guardas, porém, quando ele está bem próximo se ouvem os sons de explosões dentro da prisão. “Seria aquilo uma rebelião!?”, pergunta-se Hanzo. Entretanto, com o tempo, vários gritos de guardas são ouvidos, cada vez mais próximos.

O carcereiro e seus guardas deixam seu plano de tortura de lado e voltam-se para a direção dos sons, porém tarde demais, pois recebem tiros certeiros em seus peitos, caindo mortos ao chão. Hanzo, que estava confuso com tudo aquilo, logo é vê a imagem de pessoas misteriosas, que abrem sua cela com facilidade e rumam a ele, que continua estático em sua posição de lótus.


“Não iremos te atacar, Hanzo”, diz o homem de terno branco que o se senta junto do meu samurai, que não diz uma palavra. O homem faz uma proposta: libertar Hanzo, se ele trabalhar para sua organização. Pela primeira vez em tanto tempo, o jovem move seus lábios, falando. “Não. Estou em castigo dado por meu mestre”. O homem de terno retruca, falando sobre liberdade e sobre como sua organização preza em ajudar os necessitados. Após uma longa conversa, o homem manda trazer algo de seus parceiros: uma espada. A espada. Babylon. Com tal artefato, Hanzo acaba por aceitar a entrada na organização.

Logo todos saem da cela e se dirigem à área aberta em que o aviso seria dado e Hanzo vislumbra um massacre de presos: todos mortos por milhares de tiros. O samurai se apressa em procurar por seu companheiro e ouve suas últimas palavras, além de finalmente demonstrar sua voz ao querido amigo. Ele ainda descobre através de seus libertadores que o dito “aviso” na verdade era apenas uma armadilha: o real intuito dos guardas era cumprir a missão dada pelo governo de executar os presos, que estavam apenas dando despesas, pois as minas em nada estavam gerando lucro. Imensamente aborrecido com a situação, Hanzo promete a si viver – por ele e por seu amigo.

Saindo dali num carro da organização – a Resistência – os agentes e Hanzo partem em viagem, passando-se horas e horas, até que finalmente chegam à bem escondida sede – um enorme casarão protegido por florestas e montanhas ao redor. Ao entrar, Hanzo passa por mais e mais corredores, com pessoas exóticas e de todas as etnias sendo vistas por ele, quando então entra, juntamente com uma moça pistoleira e um rapaz jovem, em um salão bem protegido. Aquela era a sala do “boss”.

Lá o chefe fala sobre a Resistência e como ela trabalha: atrapalhando atividades criminosas e governos corruptos – coisas que não faltam nesta época. Seu objetivo? Apenas fazer um mundo melhor, mais justo e sem tantas desigualdades. Um mundo de liberdade. Hanzo ouve tudo calmamente, lembrando-se da rebelde que foi obrigado a matar por seu antigo mestre... Ela falava sobre essa dita liberdade. Sim, era isso que ele queria. Então aceita adentrar na organização, com o codinome de “Pássaro”, pois queria voar no céu, livre e independente.

Com isso nosso samurai é dispensado e levado a seus novos aposentos, onde repousa dignamente, após tanto tempo dormindo em chão seco e duro. No dia seguinte, já devidamente descansado, se apresenta à sala de seu chefe, juntamente de dois colegas – o rapaz Chris e a moça Ishizu. Chris era um rapaz  alto, de cabelos negros e possuía a o codinome de Sting, e Ishizu era uma moça de pele achocolatada, panos cobrindo o rosto tinha Hawkeye como codinome. “Tenho uma missão para vocês. Se trata de uma missão simples, pela chegada do Pássaro.” Hanzo aceita na hora, juntamente de seus companheiros.

Uma pequena vila fora atacada e seus habitantes mantidos reféns, enquanto uma organização criminosa utilizava seus alojamentos como locais de estoque de armas que seriam comercializadas posteriormente com nações corruptas. Nossa missão seria adentrar no “forte” criminoso e retirar as armas de lá, além de salvar seus habitantes, claro. Eis nossa aventura.


Rapidamente nos pomos para fora da sede, dirigindo até uma floresta distante. Foi uma longa e silenciosa viagem... Hanzo não é do tipo que fala muito. Entretanto pequenos diálogos ainda ocorreram, melhorando o clima entre o novo grupo. Ao chegarem, Pássaro, Hawkeye e Sting guardaram seu veículo num local distante do forte e caminharam furtivamente, avistando a pequena cidadezinha, na verdade, uma vila. Hawkeye tratou de fazer uma visualização do lugar e Hanzo sugeriu que se separassem e tentassem invadir silenciosamente, indo cada uma para um lado, mas não sem dividir alguns equipamentos: comunicadores, zarabatanas e dardos soníferos.

Lembro-me que Lolicon havia desenhado um mapa do forte, coisa que eu gostei muito. Pude visualizar melhor o local e pensar numa boa estratégia de como adentrar por lá. Ponto para Lolicon!


Hawkeye, Pássaro e Sting conseguiram se colocar em boas posições, quando Pássaro sugeriu que Hawkeye ficasse de fora da invasão, apenas visualizando o campo, dando informações aos companheiros e cobertura em caso de falha. Logo, o espadachim e seu companheiro conseguiram desmaiar guardas e tomarem seus lugares, usando a velha tática de vestir suas roupas. Com calma, paciência e alguns erros, conseguiram entrar e derrubar a grande maioria dos guardas, chegando até um grande galpão, onde provavelmente as armas ficavam, mas havia um problema. A guarda lá era fortificada.

Eram cinco soldados bem armados e atentos, dois deles com armas à distância, dois com espadas e um líder grande encorpado. Decidindo que a melhor estratégia no momento seria um ataque surpresa, os agentes da Resistência decidiram atacar em conjunto. Hawkeye foi para junto de seus companheiros e se escondeu atrás de uma da casas próximas, mirando num dos atiradores inimigos, quando então deu um disparo mortal, bem-sucedido, ao mesmo tempo em que seus companheiros se posicionavam a frente dos inimigos, em pose de ataque.

Gilgamesh!

Surpresos, mas já se pondo em combate, os soldados criminosos avançaram rumo aos agentes, acertando alguns ataques. Felizmente o atirador que mirava em Hawkeye não conseguiu acertar seus ataques, pois a jovem já estava bem protegida em sua cobertura. Como contra-ataque, Pássaro descreveu um arco veloz e sangrento com sua lâmina Babylon, derrubando outro dos inimigos. Sting demonstrou suas habilidades de paralisia, mantendo um dos criminosos paralisado enquanto sua companheira Hawkeye terminava o serviço. Restavam apenas dois inimigos. O líder, que se apresentou como Momotaru, descia ferozmente seus punhos poderosos contra Hanzo e Chris, enquanto Ishizu permanecia escondida. Após algumas trocas de golpes, Sting, Hawkeye e Pássaro derrubaram mais um dos soldados e deixaram Momotaru com graves ferimentos. Negando-se a se render, o líder criminoso continuou desferindo poderosos ataques, até finalmente ser derrubado por um golpe concentrado de Hanzo: Gilgamesh!

Gostaria de ter podido utilizar a licantropia de Hanzo no combate... Pena que não havia condições para isso e, bem... Eu não lembrei na hora, hehe.

O fim da aventura assim se sucedeu. Os moradores da vila foram libertos, os criminosos presos, e o armamento levado à Resistência. Hanzo e seus companheiros foram recompensados por sua missão bem-sucedida e enviados até uma nova sede numa grande cidade, uma espécie de moradia que atuaria como sua base de operações. Hanzo finalmente se sentia livre. Finalmente era um pássaro. O Pássaro.

Um descanso após a missão...

A sessão acabou assim, ainda com esperança de continuidade. Talvez eu ainda jogue com o meu querido espadachim Hanzo “Pássaro” Hashimoto, e se isso acontecer farei o relato de sessão aqui no blog. Mas e vocês, o que acharam da sessão? Comentem aí!

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