Posted by : Lucas Reynaud quinta-feira, 26 de julho de 2018



Saudações, desafiantes dos Lordes do Caos! O Mal outrora derrotado ressurgiu sob as malfadadas ruínas do forte da colina, feras passaram a uivar na noite e aldeões começaram a sumir misteriosamente de seus leitos. Você e um bando de valentes camponeses adentraram o pavoroso antro e enfrentaram as terríveis bestas mutantes lá presentes. Muitos de vocês morreram e muitos mais ainda morrerão, pois as ruínas escondem algo muito mais terrível em suas profundezas… Os segredos do caos podem ser descobertos por você, mas a qual custo?

Em nossa última sessão de DCC RPG, iniciamos a renomada aventura-funil Marinheiros no Mar Sem Estrelas, vários de nossos aventureiros caíram diante das ruínas diabólicas ao mesmo passo em que outros superaram desafios sobre-humanos. Horrores de cipós, um poço maldito, uma gosma demoníaca, bestas mutantes… Tudo isso para salvar uma dúzia de aldeões que estavam enjaulados numa das torres do forte. A primeira parte da missão foi concluída: salvar os companheiros da vila. Restava agora a segunda e mais perigosa: destruir o mal que repousava nas ruínas.

Sim, um dos personagens do grupo era o Neymar.

Os Personagens

Paulo Furão – Pink, o fora-da-lei e seu irmão escriba Cérebro, ambos nascidos no campo de batalha.

Arthur Autista – Menino Ney, ex-mendigo e estrela do futebol, e seu “guarda-costas”, o anão chamado Goblin.

Heitor Bardinho – O valente guarda de caravana Calango e Gibrin, o anão ferreiro de panelas.

Thiago Thigas – Hisoka, o caçador com cara de palhaço e Mr Satan, um vigarista muito sortudo.

Jafte Mudinho – DJ, o fazendeiro e sua galinha Berenice, e H, um halfling comerciante que “coincidentemente” tem ferramentas de ladrão.

O Mar Sem Estrelas

A antiga e fétida torre revelou uma passagem escura que descia por escadarias mofadas e misteriosas. O subterrâneo do forte era desafiado por aqueles bravos e tolos camponeses, agora já melhor armados: alguns levavam maças e outros trajavam armaduras negras. A luz da tocha que o guarda de caravana portava era o único ponto de luz naquela escuridão densa e cruel. Contudo, brilhos dourados sob os degraus abaixo revelaram a existência de três moedas de ouro, que logo atiçaram a ganância do grupo. O halfling espertão foi o primeiro a pegá-las e guardá-las no bolso. O fazendeiro teve a ideia de jogá-las degraus abaixo para conferir se havia alguma coisa os aguardando, mas essa ideia louca apenas os fez perder as valiosas moedinhas.

Ao lado de onde encontraram as moedas, uma estranha porta em formato circular emergia, com um aspecto espectral e runas rodeando seus umbrais. Cérebro, o escriba da vila, tentou decifrar os símbolos e os traduziu num poema bizarro sobre maldições de fogo, gelo, tempestade e ódio. Ignorando o alerta, seu irmão Pink empurrou a porta, acionando assim uma cortina de chamas e quase morrendo no processo, escapando por pouco. Mesmo com o perigo, o restante do grupo decidiu explorar o local que se revelou ser uma estranha tumba congelada, onde um fio de luz solar adentrava por um buraco e, refletido pelos cristais de gelo, formava uma luz penumbral e fantasmagórica. No centro da tumba havia o que parecia um sarcófago, mas que, com uma leve análise, se revelou ser o cadáver de um homem enorme e assustador. Em suas mãos segurava o maior machado que o grupo já vira na vida, que certamente era valioso e poderoso. Era hora de saquear! Calango e Pink tomaram a frente, seguidos pelo fazendeiro DJ, o ex-mendigo Menino Ney e o anão chamado Goblin. Goblin teve a ideia de acender seu incenso que adquiriu na sala onde enfrentaram a gosma, e sua curiosidade, dessa vez, obteve resposta. Nos cristais de gelo do teto, Goblin teve a impressão de ver o reflexo do cadáver da tumba com os olhos abertos. Aquilo o fez temer, mas, ao mesmo tempo, sentir confiança. Como mestre, achei acender o incensário uma “reverência” interessante e cedi +1 ponto de Sorte para o personagem.

O frio na gélida tumba era sobrenatural, diminuindo a movimentação de todos os presentes até começar a congelá-los vivos! DJ e Menino Ney foram os primeiros a saírem, contudo a ganância do restante falou mais alto: iriam se arriscar para saquear aquele potente machado. Calango quase morreu, chegando a perder dois dedos que se inutilizaram e caíram devido ao frio, mas conseguiu libertar o item que estava preso ao gelo. Calango era o único com força o suficiente para empunhar aquela monstruosidade de arma e foi o que mais se arriscou. Nada mais justo do que a mesma ficar sob sua posse. Decidiram então seguir o caminho das escadas, sempre descendo mais e mais.

Após vários minutos de silêncio na descida, as moedas de ouro foram reencontradas e guardadas por pelo escriba Cérebro, que se tornou o responsável pelo tesouro da equipe. Logo deram de cara com uma porta estranha e completamente negra. Ao abrirem-na, se depararam com um salão tomado por algas podres que brotavam de uma piscina fétida no centro do cômodo, cujas paredes eram adornadas por imagens feitas de cerâmica ou vitral. Essas imagens representavam cenas profanas, como um sacrifício, uma fera marinha e dois guerreiros comandando um exército de criaturas bestiais. Goblin viu num dos guerreiros a imagem do cadáver da tumba gelada e começou a louvá-lo, acendendo um novo incenso. O jogador lembrou que seu personagem tinha uma porca e decidiu sacrificá-la em nome daquele que talvez se tornaria seu patrono. Uma jogada arriscada, mas que poderia render boas recompensas. O restante do grupo estava ocupado analisando as imagens e mal notou o anão em seu estranho ritual. Apenas DJ e H perceberam a estranheza de seu colega, mas somente H decidiu intervir, empurrando-o para dentro da piscina podre. Com uma má rolagem dos dois jogadores, ambos os personagens afundaram nas águas negras… Entretanto o que viram no fundo foi um par de luzes vermelhas… Órbitas vazias de um crânio humano que flutuou na direção deles. Era uma alma rancorosa que suplicava por vingança, suplicava por ser utilizada contra o mal que habitava aqueles subterrâneos.

Logo, o fundo da piscina se revelou repleto de crânio bizarros. H alertou o grupo e todos resolveram se “armar”: cada personagem pegou de dois a três crânios e alguns até os “vestiram” - o fazendeiro fez “ombreiras” e usou um dos crânios como “armadura” para sua galinha Berenice. Sim, foi uma cena hilária!

O grupo estava bem confiante, mas ainda temeroso – estavam melhor armados, contudo sabiam que encontrariam algo terrível mais abaixo. Ainda assim, seguiram o único caminho possível, afundando cada vez mais naquele subterrâneo claustrofóbico.

Saindo do salão e chegando ao fim das escadarias, o grupo sentiu um estranho cheiro de maresia e ouviu o vai-e-vem das marés: para seu espanto, um estranho e vasto mar escuro como sangue se mostrou por debaixo daquelas ruínas malditas. O caçador Hisoka analisou a areia, que estava repleta de pegadas de bestas e uma trilha de pegadas humanas, além de algumas moedas de valor, que foram guardadas pelo escriba. O grupo ainda percebeu um monolito de rocha negra, mais precisamente um menir, com inscrições rúnicas em espiral, tão confusas e bizarras que resultavam em fortes tonturas e dores de cabeça em quem tentasse lê-las. Ao longe, uma embarcação bizarra, com uma carranca em seu “bico”, surgiu duma névoa amarelada e navegou até mais ou menos 30 metros da costa, como se parasse para observar o grupo. Muito distante, no horizonte um ponto dourado emanava brilho enquanto o baixo som de tambores se fazia como a trilha sonora daquele ambiente hostil.

O bando não chegou a um consenso, com alguns membros agindo antes que outros… Mas isso gerou cenas interessantes. Cérebro tentou inutilmente ler as indescritíveis runas que rodeavam o menir, já o vigarista Mr Satan foi impaciente e decidiu seguir nadando até a embarcação, enquanto o anão Goblin acendeu seu penúltimo incenso “só pra ver o que acontece” - o que acabou atraindo o barco para mais perto da praia. O caçador, antes de embarcar, resolveu subir no menir, uma vez que sua estrutura se assemelhava a degraus e lá em cima viu um tipo de reentrância oval preenchida até a metade por cera vermelha, com um pavio no centro. Usando sua pederneira, Hisoka acendeu o pavio, liberando fumaça estranha, que atuava como se tivesse vontade própria, tomando a forma de um demônio que se sobrepunha ao brilho dourado do horizonte. Talvez aquilo fosse um presságio…

Quando, enfim, todos embarcaram, a nau começou a navegar por aquelas águas subterrâneas. Com apenas a escuridão sob suas cabeças, aqueles bravos desafiantes eram como marinheiros de um mar sem estrelas, sem controle sob seu destino.

Quando estavam na metade do caminho rumo ao ponto dourado, os aldeões que estavam mais próximos das bordas puderam ver movimento na água, fazendo logo emergir seis enormes tentáculos que, erguidos como estavam, eram como pequenas torres profanas. Os tentáculos permaneciam imóveis, como se observando o grupo e sua reação. A maioria preparou-se para um enfrentamento – mal sabiam eles que não teriam chance alguma contra aquela fera, que era nada menos que o Leviatã do Caos, uma criatura aliada dos lordes que governavam aquele subterrâneo. O jogador do anão pediu calma a todos e acendeu seu último incenso: ele tinha um bom pressentimento do que poderia acontecer. Goblin começou a louvar loucamente a criatura, rogando para que não os atacassem, e logo DJ e H entenderam a ideia e começaram a mostrar reverência também. Antes que o restante do grupo começasse a reclamar, narrei que a besta pareceu satisfeita com o mini ritual, deixando o bando intacto, sem causar problemas.

Cérebro pareceu afetado pela aparição do Leviatã do Caos: o jogador narrou como se o personagem tivesse ficado louco e se jogado do barco! O pobre escriba mal sabia que seu destino estava selado… O leviatã tomou aquilo como um sacrifício e usou seus tentáculos para agarrar o aldeão. Hisoka, da borda do navio, preparou uma flecha para ajudar o colega – mas atirar naquele mar escuro como sangue era literalmente um tiro no escuro. Graças a falha no dado, o caçador atirou direto no peito do companheiro. Borbulhas puderam ser vistas na água… Cérebro estava perdido para sempre. Antes do personagem morrer, o jogador me pediu pra narrar as últimas visões de seu personagem e assim o fiz. Cérebro, com o peito perfurado e os membros sendo arrancados pelos tentáculos, viu no fundo daquele mar podre a imagem de uma grande rocha, na verdade a cabeça da criatura, com milhares e milhares de rostos em sofrimento inscritos em sua extensão. Logo a expressão de dor do escriba também faria parte do corpo da besta!

Pink não teve tempo para chorar a morte de seu irmão, pois a embarcação estava chegando enfim à origem do brilho dourado. O som dos tambores tribais estava mais alto do que nunca, causando tonturas e um mal pressentimento ao que ousavam desafiar os habitantes do mar sem estrelas. Um zigurate emerso sob as águas de sangue, cujo topo expelia um brilho ofuscante juntamente duma fumaça negra, onde se projetava a sombra de um guerreiro demoníaco. Cada nível do zigurate se ligava ao inferior e ao superior, cada qual através de uma rampa, nas quais vários homens-bestas dançavam e tocavam seus tambores, enquanto uma fila indiana de aldeões algemados – aqueles sumidos da vila – era guiada até o topo da construção. Felizmente, as quimeras seguiam em transe e não notaram a presença do bando.


O grupo não tinha disfarces ou muitas opções de como chegar ao topo do zigurate, mas uma coisa era certa: um ataque frontal seria morte indubitável. Calango teve uma ideia, tomou a dianteira e usou sua grande força para escalar nos pontos cegos onde os homens-bestas não poderiam notá-lo facilmente, enquanto seus colegas seguiram furtivamente entre as rampas e os níveis. Apenas Pink ficou para trás, pois tentou se comunicar com os inimigos – esse ato incauto apenas atraiu a atenção para ele e em seguida para todo o grupo! Três feras cercaram o mercenário que logo sacou sua espada. Lutaria para matar ou morrer! Enquanto isso, Gibrin, H e DJ foram capturados e passaram a ser levados ao topo do zigurate: eles teriam o mesmo fim que os aldeões algemados!

No segundo nível, Hisoka e Menino Ney passaram a se desentender, o caçador, talvez tomado pela energia profana do local, se virou contra seu colega e tentou empurrá-lo da encosta. O ex-mendigo conseguiu escapar da ameaça e lançou uma de suas potentes boladas na direção do antigo amigo, que se desequilibrou, caiu e quebrou a coluna. Um fim trágico para um aventureiro em potencial… Contudo esse conflito chamou atenção indesejada: Menino Ney e Goblin foram logo agarrados por homens-bestas e também levados rumo ao topo da construção maldita.

Nesse ponto, Mr Satan era ao único que continuava furtivo e chegou são e salvo ao penúltimo andar. DJ, H e Gibrin já haviam chegado ao topo e podiam ver a atrocidade que lá ocorria: um fosso no centro do zigurate fumegava em chamas, possivelmente vindas do coração da construção, onde aldeões eram cruelmente lançados para a morte junto de moedas e tesouros de todos os tipos. Um xamã ditava o ritual juntamente de três acólitos, numa dança profana ritmada pelos tambores abaixo. O vulto demoníaco que os aventureiros viram de longe era apenas a sombra de uma estatueta levada pelo xamã… Mas algo dizia que havia algo muito mais poderoso por detrás daquela simples imagem!

Gibrin e DJ lutaram e conseguiram se soltar, contudo H não teve força o suficiente para fazer o mesmo. O xamã, sabendo do perigo que o ritual corria com a ação do grupo, resolveu encerrá-lo de vez ao jogar a estatueta que tinha em mãos ao fundo do fosso… Todo o zigurate se fez silencioso quando a imagem derreteu junto dos sacrifícios, para logo em seguida a lava começar a subir novamente, saindo do fosso. A união maldita de sangue e ouro começava finalmente a tomar forma, um corpo infernal semelhante a imagem da estátua! Dei uma ação para os jogadores poderem fazer alguma coisa. Isso poderia mudar os rumos do que viria a seguir se as ações fossem tomadas com sabedoria… Entretanto o jogador de Mr Satan, que havia acabado de chegar ao topo, foi tomado por maldade e, vendo que Calango havia acabado de conseguir chegar também, chutou-o para a morte, empurrando-o para longe! O pobre líder de caravana encontrou seu fim ao cair próximo de Pink, que ainda lutava contra as quimeras que o ameaçavam. O mercenário, nesse meio tempo já havia matado dois de seus inimigos e suava batalhando contra o último. Porém seu corpo já não aguentava mais – o espadachim finalmente teve o crânio perfurado pela lança daquela fera. Paulo Furão não tinha mais nenhum personagem, então Jafte Mudinho o deixou passar a controlar o halfling H.

Gibrin usou seu martelinho para golpear o homem-besta que agarrava H, assim fazendo-o soltar seu colega halfling. Menino Ney e Goblin agora estavam no penúltimo nível, conseguiram se soltar durante a confusão e avançavam para o topo.

O fazendeiro ainda levava sua amada galinha consigo quando foi confrontado pelo demônio de metal e sangue que se formava. Sem pensar duas vezes, decidiu sacrificar Berenice, a galinha, para por um fim naquele terror – sim, a galinha foi lançada como arma contra o lorde do caos! Me segurando muito para não rir, narrei que a armadura de caveira trajada pelo animal pareceu ressonar com a figura infernal e ao tocá-lo explodiu em chamas lilases. Aquele ataque direto feriu com efeito o lorde que se formava, mas não o impediu de tomar sua forma final: um guerreiro armadurado e armado com um mangual de três cabeças. Enquanto o xamã apontava seu dedo esquelético para o grupo, indicando ataque, seus acólitos puxavam as lanças.

Os homens-bestas comuns entraram em estado catatônico diante da aparição de seu lorde, abrindo a guarda e deixando aqueles que faltavam chegarem ao topo também. Com isso, DJ, H, Mr Satan, Gibrin, Goblin e Menino Ney encaravam de frente o causador de todo medo e morte ocorridos em sua outrora pacífica vila. Era hora da retribuição!

O combate foi intenso e cruel, contudo os deuses estavam do lado dos bravos aldeões. Antes que o xamã se tornasse uma ameaça real, Mr Satan deu um chutão no mesmo – num ato igual ao que realizou contra o líder Calango – e o jogou no fosso fumegante. Os acólitos ficaram sem reação e em seguida passaram a se debandar, sem rumo. Enfurecido, o diabo guerreiro girou sua arma para um golpe fatal contra o vigarista. Thiago Thigas, que ficou sem personagens para jogar, teve de pedir um “emprestado” para Arthur Autista, que o cedeu o Menino Ney. Uma verdadeira chuva de caveiras vingativas caiu sobre o lorde do caos, ao mesmo tempo em que o grupo atacava sem dó os homens-bestas que ousavam se aproximar. O golpe final foi dado por Menino Ney, num chute explosivo que mandou uma das caveiras rumo a face do demônio!

Com o lorde destruído, o zigurate começou a ruir – ao que parece a energia profana liberada desestabilizou todo o lugar. O grupo, com medo da morte, sequer tomou um tempo para saquear o ouro que estava espalhado ou os equipamentos do lorde que ficaram para trás – a armadura negra e o o mangual demoníaco. A arma de Calango – o machado da tumba – também ficou para trás. O bando e mais meia dúzia de aldeões sobreviventes saltaram para dentro da embarcação e fugiram para sempre das vistas daquela construção infernal, abandonados ao deus-dará do mar sem estrelas. Mas, mais uma vez, talvez como uma bênção dada como recompensa, os deuses guiaram a embarcação para a única saída. Distante, a horas de jornada, os navegantes passaram por um túnel e saíram pelas águas de uma grande fenda, a milhas de distância de sua pequenina vila. Dessa vez, a lua brilhava acima de suas cabeças, juntamente das tão esperadas estrelas. A vila estava livre de seu tormento, mas, com certeza, aquela não seria a última aventura daquele bravo grupo de aldeões.

Gribin, o anão ferreiro (de panelas)

Conclusão

Quem já conhece a Marinheiros no Mar Sem Estrelas e leu este diário do Pontos de Experiencia Blog, sabe que, segundo o próprio autor da aventura, pouquíssimos grupos tiveram a ideia de usar o incenso para aplacar a ira da besta marinha – na verdade, até alguns anos atrás, apenas um grupo conhecido realizara a façanha. Pra minha surpresa, o mais louco dos jogadores da minha mesa entrou pro “hall da fama” ao realizar ele também esse feito. Ponto pra ele, parabéns, Arthur!

Eu fiquei um pouco decepcionado quando a maior parte dos personagens que eu mais gostava morreram: os “traidores” do Thigas fizeram uma bagunça, rolando duas mortes! Descansem em paz, Hisoka e Calango!

Algo que eu também achei legal foi a coragem dos jogadores em explorar o universo de jogo: durante a aventura inteira, dois amigos meus sacrificaram seus peões apenas pra descobrir o que havia – tanto no poço das almas quanto no fundo do Mar Sem Estrelas. Com certeza é algo que mereceria recompensa, então assim o fiz, cedendo pontos extras em nossa campanha principal de Tormenta para todos os jogadores. Foi um incentivo muito interessante, eles amaram.

A cena do zigurate tinha tudo pra ser o mais complexo e demorado de todos os conflitos que já narrei, mas, na verdade, tudo rolou de forma intuitiva e veloz. Os personagens simplesmente decidiam o que fariam, rolavam um teste e pronto, eis o resultado. Nada de rolagens cansativas ou regras demais, foi rápido, simples e muito, mas muito divertido.

Espero poder mais rolar aventuras num futuro próximo, quem sabe até com os mesmos personagens, dessa vez como verdadeiros aventureiros!

{ 2 comentários... read them below or Comment }

  1. Ohhw, entrei pro hall da fama kkkk. Boa mano, melhor aventura!

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    1. Issae, Arthur, tu mandou bem! Vamos marcar mais RPGs de DCC!

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