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1d10 Dicas - Como Mestrar Para Iniciantes


Saudações, mestres e simpatizantes do RPG! Trazer novatos a um hobby é algo que muitos ficariam honrados em fazer – tanto RPGistas quanto quaisquer  praticantes de qualquer hobby. Afinal, ter alguém com quem compartilhar experiências e conhecimentos é algo muito interessante, principalmente quando essas experiências e conhecimentos se tratam de um gosto em comum.

Mas, quando se trata de RPG de mesa, como iniciar corretamente novatos, para que gostem da experiência? Afinal, deve-se tratar novatos e veteranos de forma diferente – um iniciante provavelmente não gostaria de uma aventura com profundas explorações de masmorras ou com desafios dificílimos, coisas que nós, veteranos, amamos. Pensando nisso, apresento mais um matéria da seção “1d10 Dicas”, que mostrará maneiras de se tratar jogadores iniciantes – porque jogadores nunca são numerosos demais!


1 – Esclarecendo o assunto

Para começar, é necessário convencer os possíveis novos jogadores de que RPG é um jogo divertido, interessante e cheio de interatividade. Mas para fazer isso é necessário esclarecer seu conceito, objetivo, o que é verdade e o que é mentira. Fique atento, pois talvez eles já tenham ouvido falar sobre o jogo, seja bem ou mal. Procure esclarecer bem do que se trata – vários blogs, páginas em redes sociais e vídeos na internet possuem introduções muito legais que podem lhe ajudar, inclusive há uma matéria introdutória ao RPG aqui no blog, veja aqui!

Caso seus jogadores tenham ouvido coisas ruins sobre o jogo – notícias como “adorações demoníacas”, “assassinatos” e afins (notícias falsas ou exageradas que a mídia da década de 90 fazia questão de espalhar), explique que na realidade o jogo não possui nada disso, e que os casos ouvidos por eles se tratam de casos completamente diferentes ou mesmo puras lendas. Se necessário, pesquise sobre o assunto e tenha um debate saudável sobre ele, esclarecendo eventuais dúvidas.

Quando seus amigos conhecerem mais sobre o jogo e ficarem esclarecidos de que RPG é um hobby como qualquer outro, você saberá que está cumprindo bem sua função. Nesse caso, se eles se interessarem, poderemos passar para o próximo passo.


2 – Conhecendo seus jogadores

Tudo bem, seus novos jogadores são seus amigos ou conhecidos há anos e você os conhece muito bem, certo? Errado. Você pode conhecê-los muito bem como seus amigos, mas provavelmente não os conhece como jogadores. Do que gostariam numa aventura? Do que não gostariam? Qual seu estilo de jogo? Isso tudo é informação muito importante para a primeira sessão de jogo de um iniciante, pois colocar aquilo que ele gosta e adaptar-se ao seu estilo o fará gostar ainda mais da experiência!

A maneira mais fácil de descobrir isso é conversando com seus novos jogadores. Uma conversa aberta numa tarde de sábado pode ser o suficiente para conhecer seus estilos de jogo, mas fique esperto: nem sempre as pessoas saberão de sua própria forma de jogar – nesses casos atente-se aos pequenos detalhes que eles deixam. O gênero de filmes ou livros que eles gostam pode dar grandes dicas.

Sabendo disso você pode se adaptar bem ao que eles gostam, para que tenham uma ótima primeira experiência de jogo e possam jogar mais vezes com você!

"Quem não gosta de ser chamado de noob, que atire a primeira pedra!"

3 – “Seu noob!”

Veteranos em um jogo tendem a tratar iniciantes com certo ar de desdém, como se eles fossem mais importantes apenas por serem mais experientes. Quem nunca foi chamado de “noob” em algum jogo, não é? Caso vá incluir iniciantes em um grupo de jogo já existente, por favor, procure evitar isso – converse com seus veteranos! Sério, ser tratado como inferior é algo muito frustrante e chato!


4 – Propostas de aventuras mais simples

Como já dito anteriormente, iniciantes tendem a não gostar do mesmo clima que jogadores mais experientes: explorações aprofundadas podem ser exaustivas, dezenas de combates podem se tornar maçantes, diálogos e investigações profundas podem ser tediosos. Seja mais simplista e vá direto ao ponto, deixando o objetivo da aventura claro e com caminho mais linear. Mas cuidado! Não seja simplista demais nem deixe o caminho linear demais, ou seus iniciantes poderão achar o jogo muito bobo e desinteressante!

E, claro, você ainda poderá incluir explorações, combates, diálogos e investigações em suas aventuras – na verdade, deve! –, mas certifique-se de que nada daquilo será demais para a cabeça de seus novos jogadores. Colocar um pouco de cada coisa costuma ser interessante.

Exemplos de aventuras simples são:

- Recuperar um carregamento de vibranium roubado da estação espacial, que se encontra com extraterrestres de um planeta hostil;
- Investigar o sumiço do governador, seguindo pistas que levam os jogadores a uma organização secreta terrorista;
- Enfrentar o gigante que invadiu a floresta das fadas e a tomou como sua propriedade particular.


5 – “CA, PV, ataque furtivo... O que diabos é isso?”

É ideal que os jogadores iniciantes estejam com uma boa base de como funciona o sistema de jogo, e para isso é de vital importância que seja escolhido um sistema simples e descomplicado para se jogar. Você ainda pode simplificar as regras de algum outro sistema que você goste, como pode ser visto nesta matéria. Seja como for, não coloque regras complexas ou desnecessárias: desconsidere tudo aquilo que atrapalharia o entendimento dos novatos ou transforme em algo mais simples e prático!

Em seguida explique o básico: coisas como atributos, habilidades, jogadas e “aqueles dados esquisitos”. Cuidado para não explicar coisas demais ou os iniciantes começarão a achar que RPG está mais pra aula que pra jogo! Ah, e disponha-se a reexplicar regras durante a sessão de jogo, caso necessário. Ninguém é obrigado a memorizar todas de uma vez, não é?


6 – Entrando no clima!

Para que os novatos entrem no clima de jogo, considere assistir filmes, animes ou séries que tratem sobre o assunto! Que tal uma maratona de Game of Thrones antes de iniciar a aventura de fantasia medieval? Ou assistir Star Wars para aventuras espaciais? Além de jogar RPG, vocês terão feito atividades muito divertidas juntos! Vai por mim, isso pode ser muito legal!


7 – Cuidado com o conteúdo...

Iniciantes se assustam ou estranham facilmente coisas que nós, veteranos, somos acostumados a ver em sessões de jogo. Por isso, evite climas sombrios, temas mais pesados e violência gratuita. Em vez de enfrentarem demônios na aventura, os heróis podem ter golens malignos como inimigos. Em vez de o governador ter sido assassinado, ele pode ter sido apenas sequestrado. Pese bem o que seus jogadores iniciantes tomariam como estranho ou bizarro e evite incluir na aventura.

Imagine que você é alguém que só tinha ouvido falar coisas ruins sobre RPG: que envolve rituais macabros, que os jogadores devem obediência ao mestre e coisas do tipo (coisas que sabemos não ser verdade). Agora imagine que você acabou sendo convencido de que aquilo não era verdade e aceitou jogar esse tal de RPG com seus amigos. Aí você ouve coisas como “deuses malignos”, “rituais diabólicos” e “magia profana” durante a sessão de jogo. Diga, você não ficaria com uma impressão terrível do jogo?

Claro, o grau de estranhamento varia muito de pessoa pra pessoa – algumas estranham qualquer coisa, outras aceitam temas mais pesados –, entretanto é bom manter as rédeas.

"Não transforme seus desafios num parque de diversões..."

8 – Desafios mais leves

“Eu não entendo muito de RPG, mas a gente pode mesmo enfrentar esse dragão no 1° nível?”

Certo, exagerei um pouco no exemplo, mas acho que deu pra entender o que eu quis dizer... Deixar os desafios mais leves é uma boa pedida para quem ainda não sabe exatamente o que fazer durante o jogo. Enigmas, combates, explorações e investigações, se em excesso, podem ser demais para a cabeça de um iniciante, apenas atrapalhando em seu entendimento e sua diversão.

Não hesite em maneirar nos combates, diminuir a quantidade de enigmas e resumir as explorações, se achar que são complexos para os novatos. Em geral dois ou três combates por sessão são o suficiente em desafios para iniciantes. Claro, não se esqueça de inserir testes variados, armadilhas e charadas, para que tudo não se resuma em combate!

É importante frisar que não estou dizendo para retirar os desafios – RPG é feito de personagens superando desafios! Um jogo sem desafios seria maçante e tedioso. Um com desafios pouco desafiadores seria nada recompensatório. Maneire nos desafios, mas não os transforme em um parque de diversões!

Como você descreveria esta cidade portuária?

9 – Seja bastante interpretativo e descritivo!

Lembre-se de que a maior parte de seus novos jogadores nunca ouviu falar de seres como orcs e sequer sabem a diferença entre anões e gnomos. Logo, descreva tudo muito bem, como se todas as coisas fossem completamente novas (para seus jogadores iniciantes, realmente são). Recorra a estereótipos, se necessário, mas fuja do óbvio e mostre que nem tudo é o que parece – os homens-serpente podem ser malignos e mesquinhos, mas existem membros da raça que servem ao bem, por exemplo.

Locais também devem ser bem descritos, mas se atente às informações importantes para os jogadores – novamente, encher os jogadores de informações pode não ser interessante. Use os sentidos para boas descrições, isso nunca falha.

Quanto à interpretação, bom, o jogo não é chamado de Roleplaying Game (jogo de interpretação de papéis) à toa. Mostre a forma de se encarnar o personagem durante a jogatina, falando pelos NPCs e fazendo vozes diferentes para personagens especiais. Também vale pedir para que jogadores veteranos (se houver algum na mesa) façam o mesmo, incitando à interpretação dos novatos. Só cuidado para não encenar demais e acabar assustando com “aquelas interpretações esquisitas”...


10 – Faça tudo ser divertido!

Como já é de praxe, aqui vale a Regra de Ouro: divirta-se! O maior objetivo do RPG é contar junto com seus amigos uma história legal que todo mundo goste e em que passe bons momentos. Se algo for desinteressante ou chato, mude para algo que seja legal e surpreendente. RPG sempre foi e sempre será sobre isso: divertimento.

Se seus novatos não estiverem gostando muito da proposta de jogo que você mostrou na aventura, guarde-a para outra ocasião, mude os rumos para algo completamente diferente e novo, e divirta-se com o que rolar (literalmente).


Com essas dicas, espero ter ajudado a todos os que desejam trazer novos praticantes ao RPG, para que nosso hobby, que vem crescendo cada vez mais no Brasil, cresça ainda mais e mais! Mas e vocês, gostaram das dicas? Concordam ou discordam de algo? Que novas dicas dariam? Comentem aí!

1d10 Dicas - Como Dar Nome a Seu Personagem


Saudações, em nome do rei! Novatos no mundo RPGístico podem se complicar na hora de montar suas fichas, por não conhecerem bem as regras e não entenderem os cálculos que para nós veteranos são simples. Entretanto, depois de certo tempo, com o costume e prática isso se torna tão simples como natural. Mas há um espaço na ficha que SEMPRE é complicado. Mais complicado que qualquer cálculo ou regra. O espaço para o nome.

É inevitável empacar na hora de escolher o nome do seu personagem, é onde sua criatividade deve ser maximamente testada, e não há tabela ou regra que possa escolher por você! Nessa hora deve ser usado o bom senso e a já dita criatividade – e com estas dicas que darei, você terá o melhor nome do seu grupo!

Aliás, qual era mesmo o nome do rei?

1 – Inspire-se, mas fuja do óbvio!

Iniciantes no hobby ou pessoas com pouco conhecimento no meio medieval-fantástico podem apelar para nomes icônicos como “Merlim”, “Conan” e “Bilbo”. Tudo bem, isso é comum, mas convenhamos nada original. Se você criar um personagem chamado Robin Hood, inevitavelmente seus amigos se lembrarão do herói mítico inglês e não daquele seu ranger de mira impecável e ganancioso. O óbvio não é bom para quem quer ser lembrado pelo próprio personagem e não no qual ele foi inspirado!

Não estou dizendo que não se pode homenagear um personagem querido por você, mas isso pode ser feito de maneira mais sutil e escondida. Tomando o exemplo do ranger acima inspirado em Robin Hood você poderia – depois de uma boa pesquisa – referenciar a floresta em que o herói vivia, chamada de Sherwood e unir ao apelido que ele tinha – Hood, que pode significar capuz, em inglês. Assim teríamos o valente e ganancioso Sherwood do Capuz Vermelho. Seus amigos poderiam muito bem entender a referência, mas lembrariam do seu personagem e não no qual ele foi inspirado.


2 – Exótico e fantástico

Quando você assiste a um filme como O Senhor dos Anéis ou lê quadrinhos como os do Conan, com certeza percebe o exotismo nos nomes de seus personagens. Os nomes remetem a algo antigo, de tempos imemoriais ou a mundos fantásticos, com culturas além de nossa imaginação.

Procure nomes que passem a mesma sensação exótica, fugindo do natural ao qual estamos habituados! Um cavaleiro negro chamado Bob não passa emoção alguma e apenas será motivo de risos dentre o grupo! Bem diferente de Balder ou Dimitra, não é?



3 – Procure bases em línguas diferentes

É bem verdade que um herói paladínico não pode se chamar José Bezerra, logo a inspiração na língua portuguesa está vetada! Não por antipatriotismo, mas por soar muito comum para nós. Lembra-se do item anterior? Seja exótico! E pra isso você pode buscar as mais variadas fontes, como línguas diferentes. Bases inglesas, européias e asiáticas são uma boa pedida nessa hora!

Use e abuse dos sites de busca, Wikipédia e afins! A cultura celta, por exemplo, é grande influência na fantasia medieval, logo nomes como Cedric, Aldair, Gwendoline e Meredith caem muito bem. Há também nomes russos, como Zhenya, Yurik e Shura; hebraicos, como Mateo, Yadiel e Micaela; árabes, como Aisha, Zahir e Lubna; entre tantos outros. Este site aqui ajuda muito nesse ponto, divirta-se!


4 - Características marcantes

Alguns personagens possuem no nome uma referencia a alguma característica ou evento marcante, gerando uma alcunha. Grandes exemplos disso são Thorin Escudo-de-Carvalho e Gandalf, o Cinzento.

Então, caso o seu paladino tenha vindo de uma terra distante conhecida por possuir grandes relevos nevados, pode muito bem se chamar Zakarin da Montanha Prata. Outros exemplos seriam Theof Mãos Leves para um ladino, Kevork o Búfalo para um bárbaro tribal, e Oradora Katherine para uma sacerdotisa.

Outra alternativa é transformar a menção à característica marcante para outra língua, transformando nosso Sherwood do Capuz Vermelho em Sherwood Redhood, por exemplo.

5 – Títulos de nobreza

Lorde Zalbaag, Rei Arthur ou Conde Drácula são exemplos de como um título pode melhorar um nome, logo, se seu Mestre permiti-los na mesa, é uma boa idéia de complemento! Talvez sua guerreira, Accalia Von Ludovic, possa ser chamada de Lady Accalia. Interessante, não?


6 – Cuidado com os nomes difíceis

Você pode muito bem ter gostado do nome Aethelflaed Heartonfield, mas acha mesmo que seus companheiros vão decorar esse nome? Acho que nem você consegue pronunciar direito! Hehe. Procure nomes bons e que soem bonitos ao falar, de preferência curtos ou medianos.

Caso você ainda queira um nome longo, ao menos crie uma abreviatura dele, para que seus colegas de mesa possam decorar mais facilmente, tomando como exemplo os elfos que possuem esse hábito. Assim nosso Aethelflaed Heartonfield poderia ser conhecido por Aethel.


7- Referencias, referencias, muitas referencias!

Essa é a minha dica preferida de todas: faça referencia a algo! Embora eu já tenha citado referencias e inspirações na dica 1, irei desenvolver melhor o raciocínio por aqui, okay?

Referenciar o nome de seu personagem em alguma outra coisa pode bem divertido. A referencia pode ter a haver com o personagem – Roronoa Zoro de One Piece, por exemplo, é inspirado num pirata chamado L’Ollonais (a pronuncia em japonês seria Roronaisu) – ou ser completamente sem sentido – Kakaroto, como e chamado Goku, provém de carrot, cenoura em inglês...

Entenderam? É divertido procurar bases ou homenagens no nome do seu personagem, além do que, se os companheiros entenderem bem a referencia, tudo se torna uma brincadeira incrível e fluida.

Existem vários exemplos de como criar nomes que homenageiem ou brinquem com outras palavras ou personalidades. Pode ser um halfling especializado em venenos chamado Gympie Gympie – referenciando a planta de mesmo nome, uma das mais venenosas do planeta. Ou talvez clérigo fiel e incorruptível chamado Martin Wittenberg – homenageando Martinho Lutero e o castelo onde protestou contra os erros na igreja católica.Quem sabe até uma pirata cruel e sádica chamada Hannibal “Hanna” Bonny – Hannibal é um famoso canibal de uma série de TV e Bonny é o nome da mais famosa mulher pirata. Entenderam o espírito?


8 – Invente!

Exercite sua criatividade! Você pode criar um nome assim, do nada, sem combinações, sem referências, absolutamente nada! Seja original, una sílabas para montar o nome ou a alcunha do seu personagem, preocupando-se apenas com a sonoridade. A vantagem dos nomes curtos é que há maiores chances soarem agradáveis aos ouvidos. Nomes compridos e complicados podem te fazer ficar parecendo o Harry Potter conversando com as cobras, ou um islâmico anunciando execuções.

Vou inventar alguns agora: Malen, Daor, Geron, Vaíff, Eflora, Bughenhon, Rhas-Karan, Lascrinum, Makumb, Mioji, entre tantos outros que podem sair de nossas mentes insanas. Apenas lembre-se das regras anteriores, a que diz para tomar cuidaddo com os nomes difíceis se encaixa bem aqui.


9 – Nomes raciais

Raças diferentes em geral possuem traços diferentes em seus nomes, guias ou padrões comuns que são seguidos por praticamente todos os pertencentes. Entre Élandariel e Gortak é óbvia a diferença, saberíamos, por exemplo, quem é um elfo e quem é um goblin.

Na internet existem vários geradores de nomes RPGísticos, alguns muito úteis, outros nem tanto... Mas dentre os úteis existem opções de nomes raciais, como dracônico, anão, élfico e etc. Se quiser também existem dicionários de línguas fantásticas – não tão confiáveis, mas bem úteis.


10 – Rola um dado aí!

Por fim, irei montar uma tabela com alguns nomes bem legais – outros nem tanto... – por aqui. Você pode escolher um nome da tabela ou rolar um dado e deixar o caos escolher por você. Espero que seja útil para vocês!


Autores de livros, narradores e jogadores – seja de RPGs de mesa ou eletrônicos – devem possuir grande desenvoltura e criatividade com nomes, pois este é um importante passo para criar personagens cativantes e carismáticos, aqueles que serão lembrados por toda a eternidade fantástica.

Links úteis

Farol do RPG – Dicas de nomes para o seu personagem

RPG no Paço – Nomes de personagem

Todo Papás –Nomes e suas origens

Dicionáriode Nomes Próprios

DraconicTranslator

Baú Arcano - O Melhor Gerador de Nomes

Gerador deNomes de Fantasia

1d10 Dicas - Como Ser Um Melhor Jogador De RPG


Saudações, meus amigos jogadores! Te desafio a pesquisar sobre “dicas para jogadores” e “dicas para mestres” e ver a enorme diferença na quantidade de resultados do segundo em relação ao primeiro. Claro, a responsabilidade do Mestre de jogo é maior, afinal ele que cria o mundo de jogo e guia a história, mas é inegável a grande responsabilidade dos jogadores, que são nada menos que os protagonistas.

Pensando nisso resolvi iniciar a iniciativa “1d10 Dicas” e escrever esta matéria com algumas maneiras de conseguir ser um jogador melhor. Lembrem-se, fiz essa matéria com base em conhecimento de grandes Mestres e com minha própria experiência, logo uma ou outra pode não funcionar bem na sua mesa. O interessante é medir o que convém e o que não convém, afinal, o importante é tentar agradar o seu grupo!


1 - Interprete

Não fale “meu personagem faz”, vá lá e faça VOCÊ! Diga “eu ataco”, “eu faço”, “eu converso”. Você está lá para interpretar, ser o personagem, por isso evite ao máximo usar a terceira pessoa. Outro ponto importante sobre interpretar é: se você tem um personagem que age exatamente como seu eu real agiria, você não está interpretando, está simplesmente sendo você mesmo. Faça personagens diferentes de você, com personalidade, maneirismos e expressões próprias. Além de ser muito mais divertido, incitará os seus colegas a entrarem também nos personagens.


2 – Seja ativo

Participe de verdade, pois apenas estar na mesa rolando dados não significa que está sendo ativo. Ser ativo é entrar nas cenas, fazendo coisas que trarão conseqüências – sejam positivas ou negativas. Ser ativo é agir de forma clara e confiante, interpretando mesmo algo que seu personagem “não faria”, afinal, mesmo ele pode contornar a situação de forma criativa. Finamente, ser ativo é ser atuante na história da mesa, criando juntamente com seus amigos uma história, ao invés de simplesmente ser lavado por ela.

3 – Atenção à narração

“Ahn? Já é o meu turno?” Cara, não há coisa mais chata do que um jogador desatento no grupo. Além de atrasar a narração – pedindo para o Mestre narrar de novo ou nem ligando para o que está acontecendo – ele quebra o clima do jogo e consequentemente a diversão dos outros. Largue o celular, pare de olhar para a parede e pensar no que tem pra comer na geladeira, agora se levante e role uns dados aí!


4 – Não atrase o jogo

O item anterior consequentemente nos leva a este, não atrasar o jogo. Sabe aquela rolagem? Agilize-a. A conversa sobre o episódio daquele anime? Deixe-a pra depois. Quando chegar o seu turno, não passe DUAS HORAS pra realizar uma ação, isso acaba sendo muito chato! Até mesmo algumas narrações ou descrições longas demais podem atrapalhar o andamento da sessão, logo seja mais rápido e prático – mas não demais, viu?

5 – Prudência sempre

Sensatez, prudência e sabedoria são fundamentais se você não quiser ter seu personagem morto na primeira aventura da campanha. Claro que seu personagem de 1° nível não vai conseguir matar aquele Tarrasque. Claro que o rei não vai te ceder uma audiência só porque você se acha importante. Claro que você não vai conseguir chegar àquela cidade voadora criando uma catapulta. Como jogador você deve saber o que pode e o que não pode fazer.


6 – Pense no grupo e não em si mesmo

Tudo bem que você queira fazer um guerreiro e não um clérigo para o grupo, mas que tal tentar? As necessidades do grupo vem antes das individuais, então se mais ninguém for fazer, tente fazer o tal clérigo, vai ser o melhor para todos. Outra coisa: se seu personagem for um sacana, por favor, não seja o mesmo com o grupo – ou ao menos não completamente. Não vale a pena roubar, sacanear ou enganar o seu grupo por um bem individual.

7 – Responsabilidade e comprometimento são fundamentais

Tenha comprometimento com o grupo e com a história. Não falte e não se atrase, a menos que seja realmente necessário, e se for fazer, que avise com antecedência! E lembre-se da história do jogo, faça anotações ou simplesmente tenha-a de cabeça. Coisas como lembra dos acontecimentos importantes e mais recentes da campanha são formas de demonstrar seu comprometimento para com ela.

8 – Divida os holofotes
                              
Okay, essa pode ser um pouco difícil caso o restante dos jogadores não sejam ativos. Já aconteceu até comigo de acabar sendo o único protagonista da mesa, pois o restante dos meus colegas sequer fazia algo. O que fazer nesses casos? Indique eles para a resolução de certos casos – “ah, mas o meu amigo elfo pode seguir o informante com mais cautela” – e ceda os holofotes. As vezes fique calado diante de um problema, dando oportunidade para seus companheiros darem idéias e agirem.


9 - Crie!

Essa é uma das minhas dicas preferidas! Crie coisas para a mesa: seja o passado do personagem, NPCs para o Mestre, explicações para fatos e até eventos especiais. Se o Mestre estiver de acordo você pode inclusive criar criaturas, mapas, masmorras para a mesa. Se seu narrador não estiver aberto a essa idéia, converse com ele, talvez você possa coagi-lo a aceitar as idéias dos jogadores.

10 – Diversão é a lei

Lembra da Regra de Ouro? Ela existe em praticamente qualquer sistema de RPG e você com certeza já ouviu falar dela. Pois é, ela é a maior importante de todas as dicas que alguém pode dar. Estamos jogando RPG, então divirta-se! Se não estiver sendo mito divertido, talvez você esteja jogando errado... Converse com seus companheiros. O que está acontecendo? Não está gostando muito da campanha? Talvez vocês possam até mesmo dar um tempo dela e jogar outra coisa. Vai por mim, não há nada mais gratificante num RPG do que ver que seus amigos estão se divertindo com o jogo de vocês!

Ahh,Nialandarena <3

E assim se encerra esta matéria sobre “1d10 Dicas”. Gostaram? Qual regra vocês acrescentariam? Comentem aí!